Em um acampamento na Suécia estão alguns alemães, já não tão jovens, que todo ano rumam para as florestas daquele país. Entre eles há alternativos, desempregados e aventureiros. Um deles, a desempregada Anja, que tenta nos mares e florestas suecas fugir da pacata e desiludida vida em sua pequena cidade, é surpreendida certo dia por Siri, uma estranha e bela mulher.
Fascinada, Anja passa a depositar total confiança em Siri, iniciando ambas uma relação onde as fronteiras sexuais e etárias parecem não existir, despertando indignação nos demais. A situação passa então de idílica à amedrontadora, tornado apta a erupção de uma violência subliminar desse microcosmo social.
Uma encantadora utilização artística da língua tendo como plano de fundo a paisagem sueca. Em Camadas mais frias do ar Antje mostra quais transformações o amor pode causar. Por um lado uma crítica social carregada de sentimentos, por outro uma bem-sucedida tentativa de corroborar uma condição contemporânea dos seres humanos: uma sociedade de excluídos e os conflitos em seus mundos particulares.
Antje Rávic Strubel nasceu em 1974 em Potsdam, cidade onde vive e trabalha como escritora. Estudou Literatura Americana, Psicologia e Literatura geral na Universität Potsdam e New York University, concluindo seus estudos em 2001.
Seu primeiro livro foi Offene Blende (Diafragma aberto, sem tradução para o português). Além de escritora, Antje é crítica literária do Deutschlandfunk, programa cultural da rádio pública alemã Deutschland Radio.
Traduzido e adaptado de: Antje Strubel
Título original: Kältere Schichten der Luft
Leia trecho do livro: Português | Alemão











O livro acaba de ser publicado no Brasil, em primorosa edição, pela Geração Editorial.