Após um acidente ao depilar suas partes íntimas, a jovem Helen vai parar no hospital. Ela espera a visita de seus pais, já separados, com a falsa esperança de que ambos, ao verem a filha hospitalizada, se reconciliem.
Enquanto isso, deixa o enfermeiro Robin fotografar áreas de seu corpo e cuida de sua coleção de caroços de abacate, que lhe são de grande valia para fins sexuais. Helen usa sua secreção vaginal como os outros usam perfume e tem prazer em frequentar banheiros públicos.
Zonas úmidas é uma excursão aos últimos tabus da atualidade. Mesmo exagerando por vezes em descrições e hábitos da personagem, o livro consegue retomar de maneira clara a discussão sobre o papel e imagem da mulher na sociedade atual.
Corajoso, radical e provocante, o romance de Charlotte Roche também se rebela contra a histeria higiênica das mulheres e a estética improdutiva das revistas femininas, contra a sociedade padronizada com o corpo feminino e sua sexualidade, contando a história de uma heroína ao mesmo tempo vulnerável e viciada em prazer.
Charlotte Roche nasceu na Inglaterra, mas vive na Alemanha desde os 8 anos de idade. Já foi apresentadora de canais musicais da Tv alemã e também é considerada representante de uma nova geração de feministas. Como atriz, participou de filmes como Eden e Demonium, além de dirigir e produzir a série de Tv Trendspotting.
Traduzido e adaptado de: Buecher.de
Título original: Feuchtgebiete
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Olá
Obrigada por publicar uma parte do livro.
Eu realmente gostei do tema, de como ela escreve e como apresenta essas questões.
É engraçado perceber como ainda temos “assuntos proibidos” em nossa sociedade, como por exemplo questionar o modo como as coisas são. As pessoas costumam reagir defensivamente a tudo o que é novo ou incomum, mas “Graças ao Deus que não existe” existem outras formas de experienciar a vida.
Gracias!!!
Terminei de ler o livro esta manhã. Não sei exatamente, mas ele me lembra os texto de Sade algumas vezes, e sua critica a certos canones, que no caso de Zonas Umidas,são os canones esteticos, morais de certa cultura editorial contemporanea dirigida para o publico feminino teen. Afinal, ele é nojento, anti-consumista, anti-moderno ou masoquista? – não deixa de ser tambem uma interessante introdução a releitura sobre o conceito de corpo, loucura, familia na contemporaneidade, coisa para antropologos e outros bichos.É o que tenho para falar!!
P.S. Sobre o aspecto de construção literária, gostaria muito de saber como a autora construiu o texto, suas inspirações,suas referencia…bla,bla,bla..
É exatamente essa cultura o principal alvo de Charlotte no livro. Quanto ao fato de parecer nojento ou masoquista, é apenas o ponto de vista da personagem. A inspiração da autora provavelmente veio de sua própria vida, o que facilitou a criação de uma personagem como Helen.
Agradeço pelo comentário. Continue lendo e participando.
Um abraço!