zonas umidas.inddApós um acidente ao depilar suas partes íntimas, a jovem Helen vai parar no hospital. Ela espera a visita de seus pais, já separados, com a falsa esperança de que ambos, ao verem a filha hospitalizada, se reconciliem.

Enquanto isso, deixa o enfermeiro Robin fotografar áreas de seu corpo e cuida de sua coleção de caroços de abacate, que lhe são de grande valia para fins sexuais. Helen usa sua secreção vaginal como os outros usam perfume e tem prazer em frequentar banheiros públicos.

Zonas úmidas é uma excursão aos últimos tabus da atualidade. Mesmo exagerando por vezes em descrições e hábitos da personagem, o livro consegue retomar de maneira clara a discussão sobre o papel e imagem da mulher na sociedade atual.

Corajoso, radical e provocante, o romance de Charlotte Roche também se rebela contra a histeria higiênica das mulheres e a estética improdutiva das revistas femininas, contra a sociedade padronizada com o corpo feminino e sua sexualidade, contando a história de uma heroína ao mesmo tempo vulnerável e viciada em prazer.

Charlotte Roche nasceu na Inglaterra, mas vive na Alemanha desde os 8 anos de idade. Já foi apresentadora de canais musicais da Tv alemã e também é considerada representante de uma nova geração de feministas. Como atriz, participou de filmes como Eden e Demonium, além de dirigir e produzir a série de Tv Trendspotting.

Saiba mais sobre a autora

Título original: Feuchtgebiete

Tradução: Claudia Abeling

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12 comentários sobre “Zonas úmidas

  1. Esse livro é muito interessante mesmo. Confesso que achei agumas coisas estranhas e acho que era essa mesma a intenção da autora, fazer com que refletíssemos sobre “assuntos tabús”. De qualquer forma foi muito boa a leitura, acho sempre muito interessante conhecer outros pontos de vista.
    Adoraria conhecer mais sobre a autora, ela com certeza é uma mulher muito interessante!

  2. Esse livro é uma piada. Uma tentativa humilhante de ser o “Teresa Filósofa” do século 21 (esse último sim, uma obra erótica escrita com maestria). As descrições deste “zonas úmidas” se apóiam no grotesco para dar um ar de quebra de tabu à obra, mas o grotesco foi absurdamente mal utilizado. Um desperdício de papel, tinta e principalmente de tempo para quem lê.

    1. Alessandro, sua opinião é bem-vinda e claro que a intenção do livro não é agradar a todos, até por isso que sua publicação foi alvo de comentários mesmo antes de chegar às livrarias. De qualquer forma, Charlotte Roche não é uma adolescente e sabe muito bem sobre o que escreve, mesmo de uma forma crua. Além disso, aqui na Alemanha os movimentos feministas, dos quais ela participa ativamente, têm muito mais força do que no Brasil e usam freqüentemente a ironia e o grotesco para fazer suas críticas.

  3. Poceria fornecer alguma site pra baixar o livro?
    Fiquei mto curiosa sobre alguns comentarios que vi aqui e em outros lugares.
    Não consegui axar o livro em nenhuma livraria de minha cidade, moro no interior.

    Se posta-se ficaria muito grata.
    beijos

    1. Eloisa, não conheço algum site que ofereça o livro de forma legal, e a política deste site não contempla a hospedagem de material sem direitos nem a divulgação de links para downloads ilegais. Acredito que você consiga comprar nos sites de grandes livrarias, pois elas fazem entregas mesmo em locais onde não haja lojas físicas.

  4. Eu tb odiei esse livro, comprei por causa da reportagem que saiu na revista de domingo sobre livros eróticos e detestei, não tem nada de erótico, pelo contrário, fala de coisas nogentas e mais nada, vazio, conteúdo pobre, muito ruim.

  5. odieiiiii este livro ,é nojento pessimo!!!!!nossa me arrependi amargamente de ter comprado não recomendo a ninguem,tanto que joguei no lixo de vergonha de emprestar isso ara alguem!!!!

    1. Karen, você tem todo o direito de não gostar do livro, mas as opiniões são relativas, como você pode ver pelos demais comentários. Obrigado pelo comentário e continue lendo o blog.

  6. Olá

    Obrigada por publicar uma parte do livro.
    Eu realmente gostei do tema, de como ela escreve e como apresenta essas questões.

    É engraçado perceber como ainda temos “assuntos proibidos” em nossa sociedade, como por exemplo questionar o modo como as coisas são. As pessoas costumam reagir defensivamente a tudo o que é novo ou incomum, mas “Graças ao Deus que não existe” existem outras formas de experienciar a vida.

    Gracias!!!

  7. Terminei de ler o livro esta manhã. Não sei exatamente, mas ele me lembra os texto de Sade algumas vezes, e sua critica a certos canones, que no caso de Zonas Umidas,são os canones esteticos, morais de certa cultura editorial contemporanea dirigida para o publico feminino teen. Afinal, ele é nojento, anti-consumista, anti-moderno ou masoquista? – não deixa de ser tambem uma interessante introdução a releitura sobre o conceito de corpo, loucura, familia na contemporaneidade, coisa para antropologos e outros bichos.É o que tenho para falar!!

    P.S. Sobre o aspecto de construção literária, gostaria muito de saber como a autora construiu o texto, suas inspirações,suas referencia…bla,bla,bla..

    1. É exatamente essa cultura o principal alvo de Charlotte no livro. Quanto ao fato de parecer nojento ou masoquista, é apenas o ponto de vista da personagem. A inspiração da autora provavelmente veio de sua própria vida, o que facilitou a criação de uma personagem como Helen.

      Agradeço pelo comentário. Continue lendo e participando.

      Um abraço!

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