“Es ist schön, Mädschen zu sein” (É lindo ser menina), diz Francoise Cactus, deixando evidente pelo acréscimo de um ‘s’ sua pronúncia afrancesada de Mädchen (menina, em alemão). Essa é uma característica de Stereo Total, banda auto definida pop-trash, ou engraçada, como a própria Françoise costuma dizer. No início de 1991 Francoise e o alemão Brezel Göring começaram juntos um projeto que soava bastante experimental e se distanciava de ondas como a Hamburger Schule (Escola de Hamburg), que soava à dupla como algo excessivamente disciplinado e pouco divertido.

Seu pop sintético, apoiado na voz erótica de Françoise, os afastam naturalmente de qualquer intenção de seriedade musical. Tanto o particular modo como Françoise canta em alemão, quanto seu sotaque francês imitando o estilo hardcore, tratam de deixar isso bem claro.Da mesma forma, a posição feminista da vocalista fica estampada em suas performances e declarações: “Eu acho chatas bandas que tenham apenas rapazes”, diz Françoise. E foi assim que lançaram seu primeiro disco em 1995. Oh Ah, seguido por Monokini, mostraram ao mundo do que aquela dupla era capaz.

Para a gravação do terceiro disco, Jukebox-Alarm (1998), mais dois integrantes foram chamados para se juntarem à dupla. Angie Reed e San Reimo permaneceram no Stereo Total por este e apenas mais um disco, partindo depois para outros projetos. Novamente como dupla, em 2001 lançam Musique Automatique.

No ano seguinte sai Total Pop, disco que compila os maiores sucessos da dupla até então, sendo seguido pelo encerramento de uma longa parceria com a gravadora Bungalow. Somente em 2005 voltam com material inédito. Aproveitando o reconhecimento na Europa e Estados Unidos, obtido com os discos anteriores, Do the bambi é lançado em três versões: alemão, inglês e francês. Nesse trabalho já é possível notar outros aspectos da dupla, um pouco mais sérios em relação ao descomprometi mento inicial, com músicas como “Babystrisch”, que tratam da prostituição infantil na Bahnhof Zoo (Estação de trem Zoo, em Berlin).

Mais uma compilação é lançada em 2007. Party Anticonformiste faz uma retrospectiva dos anos junto à primeira gravadora, sendo seguido por um novo disco: Paris-Berlin. Com músicas de crítica social controversa, como “Ich bin der Stricherjunge” (Eu sou o homossexual garoto de programa) e afirmando sua ironia, a dupla se mantém concisa e ainda criativa.

Além da curiosa mistura de sons, há algumas particularidades sobre a dupla, como o hábito de Françoise trocar de roupa em cima do palco: “Eu odeio entrar no palco pelada, acho que as pessoas não poderão se concentrar na música. Eu prefiro vestir algumas calças engraçadas, botas vermelhas e camisetas brilhantes. Eu espero que o público goste.” Dando continuidade a amplitude linguística de suas canções, a dupla sempre faz algum cover de músicas dos países em que toca.

O mais recente trabalho do Stereo Total é Baby Ouh!, lançado em março de 2010.

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Discografia

 

Fotos

Vídeo

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3 comentários sobre “Stereo Total

  1. Hallo! Wie geht´s?

    Adorei a dica! Assisti ao videozinho e me encantei. Vou correr para conferir outras músicas e melhor avaliar…

    LG,
    Michelle.

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