Eles já foram rotulados de “jovens revoltados do indie-pop alemão”, além de serem ícones da chamada Escola de Hamburg (Hamburger Schule). Tudo começou no final de 1993, em Hamburgo, onde Jan Müller (baixo), Arne Zank (bateria) e Dirk von Lowtzow (vocal e guitarra) fundaram o Tocotronic, nome inspirado num console japonês antecessor ao Gameboy. A primeira referência da banda foi a própria cena musical de Hamburgo. Além dos penteados e roupas chamativas, eles também chamaram a atenção por suas músicas, levando à criação de um fã-clube mesmo antes do lançamento do primeiro disco.

O primeiro single, Ich möchte Teil einer Jugendbewegung sein, foi publicado pelo próprio selo da banda, Rock-O-Tronic. No início de 1995 lançam o primeiro disco, Digital ist besser, que se torna um marco na história do indie-pop alemão, caindo nas graças da crítica pop do país. O trabalho seguinte é Wir kommen um uns zu beschweren, de 1996, que é responsável por colocar a banda nas paradas alemãs e os “Tocos” (como são chamados os integrantes da banda), mais melancólicos e auto-reflexivos, começam a tocar em lugares maiores.

Para a gravação de Es ist egal, aber, que sai em 1997, a banda se refugia no oeste da França. Esse disco marca uma virada na história do Tocotronic, com letras mais distanciadas e uma musicalidade diferenciada, dando maior particularidade sonora às composições. Depois disso, a banda passa quase um ano e meio trabalhando K.O.O.K., que sairia em julho de 1999, após uma pequena turnê pelos Estados Unidos. As canções de K.O.O.K. são marcadas pelo distanciamento da clássica fórmula “estrofe-refrão” e letras mais abstratas. Até o próximo álbum de estúdio se passam quase três anos, Intercalados apenas por um ‘remix’ de K.O.O.K.

Tocotronic, lançado em junho de 2002, é recebido pela crítica como um disco mais maduro, enquanto os fãs mais conservadores não se agradam, por acharem que essa maturidade fazia a banda se distanciar muito de suas origens. Para seu 10º aniversário, em 2003, o Tocotronic lança uma caixa comemorativa, com um DVD e uma compilação de lados B, que percorrem toda a carreira da banda. Depois disso, Rick McPhail (teclado e guitarra), que já acompanhava a banda desde 2000, se junta definitivamente aos “Tocos”.

Em janeiro de 2005 mais um lançamento vem integrar a discografia dos rapazes de Hamburgo. Pure Vernunft darf niemals siegen traz faixas como Ich habe Stimme gehört, que recupera a figura do “Ich” (eu), bastante presente nos primeiros discos. Logo depois sai The best of Tocotronic, uma coletânea que também teve tiragem especial, contendo raridades do início da carreira.

Já no final de 2006 se especulava sobre um novo disco da banda, que viria a ser lançado no ano seguinte. Kapitulation se mostra um bom disco, apesar de não haver grandes surpresas quanto à sonoridade. Mesmo assim, a própria banda o considera um de seus melhores trabalhos. A turnê do disco, com shows na Alemanha, Áustria e Suíça, foi seguida de uma gravação ao vivo, Kapitulation Live, lançada em 2008.

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